Plagiocefalia: entenda o que é

Plagiocefalia: entenda o que é, causas e tratamento!

A plagiocefalia era um problema relativamente raro mas que tornou-se muito frequente nas últimas décadas, quando as Comunidades de Pediatras no mundo todo começaram a recomendar que os bebês fossem colocados para dormir com a barriguinha para cima, para prevenir a tão temida morte súbita infantil. 

Por isso, é super importante que pais, familiares e cuidadores entendam o que é a plagiocefalia. No texto de hoje, serão abordadas as dúvidas mais frequentes, detalhando o que é a plagiocefalia, suas causas, os tratamentos disponíveis, como evitar e a importância do acompanhamento médico.

Se deseja saber mais sobre a plagiocefalia, continue essa leitura até o fim!

O que é plagiocefalia?

A plagiocefalia refere-se a uma assimetria craniana, resultando em um formato irregular da cabeça. Geralmente, isso ocorre devido à pressão constante em uma área específica do crânio.

Essa palavra origina-se do grego – “plagio” significa oblíquo ou inclinado e “cefalo”, cabeça. Recebe esse nome uma vez que a totalidade ou parte da região posterior da cabeça torna-se achatada, às vezes com deslocamento para frente tanto orelha quanto de parte da testa do lado em que ocorreu esse achatamento.

Bebê em tratamento para plagiocefalia

Quais os tipos de plagiocefalia?

Existem dois tipos de plagiocefalia, que podem ser diferenciadas com a ajuda do pediatra ou do neurocirurgião especialista em plagiocefalia, a saber:

Plagiocefalia posicional ou falsa

Essa é a forma mais frequente. É relacionada à posição do bebê durante o sono, quando permanecem longos períodos deitados de barriga para cima, com a porção posterior da cabeça pressionada.

Plagiocefalia verdadeira

O crânio não é formado por apenas um osso. Na verdade, existem diversos ossos em formato de placas que são unidos por estruturas chamadas suturas (divisas ou separações entre cada placa de osso). Essas suturas permitem que o crânio aumente à medida que o cérebro do bebê se desenvolve. 

Contudo, na craniossinostose ou cranioestenose, há um fechamento precoce de algumas dessas suturas. A plagiocefalia verdadeira é um desses tipos de cranioestenose.

Quais são as principais causas da plagiocefalia?

Como a estrutura óssea da cabeça dos bebês é mais amolecida e flexível, permanecer deitado com cabeça apoiada e de barriga para cima por longos períodos pode levar ao desenvolvimento da plagiocefalia posicional.

Além disso, bebês têm maiores chances de desenvolver um quadro de plagiocefalia se possuem uma ou mais das seguintes características:

  • Prematuridade
  • Torcicolo congênito 
  • Sexo masculino
  • Baixo nível de atividade
  • Gravidez múltipla

Por outro lado, na plagiocefalia verdadeira, fatores genéticos e presença de doenças como algumas síndromes causadas por mutações genéticas contribuem para o surgimento desse problema.

Bebê de camisa amarela com capacete para plagiocefalia

Quais são os sintomas mais comuns da plagiocefalia?

A plagiocefalia possui como sintoma a deformidade craniana, ora com apenas parte da porção posterior da cabeça achatada ora com toda a porção posterior achatada. Além disso, pode haver um deslocamento anterior da orelha e de parte da testa.

A plagiocefalia posicional não costuma causar nenhum outro tipo de sintoma neurológico ou sistêmico.

A plagiocefalia afeta o desenvolvimento do cérebro?

A boa notícia é que a plagiocefalia não afeta o desenvolvimento neuropsicomotor do bebê. A identificação precoce e a correção dos fatores de risco têm como objetivo evitar uma deformidade estética.

Quando a plagiocefalia é grave?

A plagiocefalia posicional costuma ter resultados bastante satisfatórios. Normalmente, é acompanhada e tratada apenas com orientações e mudanças de alguns comportamentos.

Por outro lado, a plagiocefalia verdadeira é considerada mais preocupante, uma vez que pode demandar correção ou tratamento cirúrgico.

Família buscando orientações no hospital sobre plagiocefalia

A plagiocefalia afeta apenas bebês?

Embora o quadro da plagiocefalia se desenvolva apenas em bebês, aqueles indivíduos que cresceram sem a identificação adequada e o tratamento correto podem permanecer com alterações definitivas do formato da cabeça e da posição da orelha, além de alterações faciais.

Quem dá o diagnóstico de plagiocefalia?

Os pais, familiares e cuidadores são, geralmente, os primeiros a identificar que o formato da cabeça do bebê está alterado. Após a suspeita inicial, o bebê normalmente é avaliado pelo pediatra da família. Quando necessário, o pediatra pode encaminhar o bebê para a avaliação de um neurocirurgião especialista em plagiocefalia para confirmar o diagnóstico.

Caso queira mais informações sobre como agendar uma consulta com um neurocirurgião especialista em plagiocefalia, a equipe do Dr. Felipe Mendes está à sua disposição, sempre com um atendimento acolhedor, atencioso e focado na resolução de problemas.

O diagnóstico é essencialmente clínico, sendo feito após observar a conformação da cabeça do bebê. Em casos sugestivos de plagiocefalia verdadeira, é indicada a realização da tomografia de crânio para confirmar o fechamento precoce da sutura.

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Como é o tratamento para plagiocefalia?

O sucesso do tratamento depende da identificação precoce da plagiocefalia. O tratamento inicial envolve o reposicionamento. Mudar frequentemente a posição da cabeça do bebê quando ele estiver dormindo e segurá-lo no colo para deixar a porção posterior da cabeça mais livre são medidas importantes. 

Além disso, interagir e brincar com os bebês durante os momentos em que eles se encontram acordados para que fiquem, sob supervisão, com a barriga para baixo reduz a plagiocefalia e fortalece os músculos do pescoço, dos braços e das costas. As medidas de reposicionamento funcionam bem até a idade de 4 a 6 meses.

É importante reiterar que, em hipótese nenhuma, o bebê deve ser colocado de barriga para baixo ou de lado para dormir, pois essas posições aumentam muito o risco da morte súbita infantil.

Em bebês portadores de torcicolo congênito, as sessões de fisioterapia são indicadas para ajudar na correção do problema. 

Bebê deitado sorrindo durante tratamento para plagiocefalia

Qual grau de plagiocefalia precisa usar capacete?

A grande maioria dos casos de plagiocefalia costumam melhorar apenas com as medidas de correção de posicionamento. Contudo, naqueles casos em que a correção está sendo considerada insuficiente, quando a deformidade é muito intensa, não sendo possível realizar as manobras de reposicionamento ou quando o diagnóstico é feito tardiamente (acima de 6 meses), o capacete para plagiocefalia pode ser uma ferramenta para auxiliar na correção da deformidade.

O que fazer para evitar a plagiocefalia?

O posicionamento adequado durante o sono, com mudanças frequentes na posição da cabeça, alternar a posição do bebê enquanto estiver no colo para amamentar, estimular a posição de ficar brincando com a barriga para baixo (somente quando acordado e sob supervisão) e manter o acompanhamento regular com o pediatra são fundamentais para prevenir a plagiocefalia posicional.

Qual é a importância do acompanhamento médico para casos de plagiocefalia?

O acompanhamento médico com o pediatra e o neurocirurgião especialista em plagiocefalia é fundamental para permitir a identificação precoce do problema, acompanhar a evolução do tratamento e propor mudanças em tempo hábil quando o tratamento inicial não estiver dando bons resultados.

Se você suspeita de plagiocefalia em seu bebê, conheça mais sobre o trabalho do Dr. Felipe Mendes, neurocirurgião com atendimento totalmente personalizado, focado na escuta e no entendimento dos problemas de seus pacientes para propor as melhores soluções e os melhores programas de tratamento.

Bebê sentado na cadeirinha com capacete para plagiocefalia

Conclusão

A plagiocefalia é, nos dias de hoje, uma condição muito frequente. Por isso, ao entender as causas, os sintomas, as opções de tratamento e as formas de evitá-la, pode-se garantir o adequado desenvolvimento do seu bebê. 

Se você acha que conhece alguém que precisa saber mais sobre a plagiocefalia, não deixe de encaminhar esse artigo.

E, se deseja conhecer outros assuntos que podem afetar a saúde do seu cérebro e da sua coluna,  entre em contato com a minha equipe ou visite meu blog, preparado com muito carinho para esclarecer muitas dúvidas.

Até a próxima!

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